sábado, 17 de setembro de 2016

MESOPOTÂMIA: LAR DO LAISSEZ-FAIRE

A região da mesopotâmia (entre os rios Tigre e Eufrates) é considerada um dos berços da civilização, pois foi nessa região que, segundo pesquisadores, iniciou-se o processo de sedentarização do homem.

Os grupos humanos, que vagavam à procura de alimentos para sua subsistência, encontraram na região “entre rios” (daí o termo Mesopotâmia), uma região propícia para o desenvolvimento da agricultura. Claro que isso não aconteceu com um passe de mágica. Foi necessário uma boa dose de paciência, tempo, erros e acertos para que o homem dominasse as técnicas de controle do fluxo das águas dos rios, que apresentavam períodos de baixa e alta vazão. Além disso, havia a necessidade da utilização correta de sementes, aproveitamento de canais e uma série de problemas que foram sendo contornados graças à persistência e perseverança de nossos antepassados.
Com o domínio das técnicas agrícolas, surge o excedente de produção. O homem, já fixado à terra, começa a produzir mais do que o suficiente para sua subsistência e com isso surge a necessidade de se buscar um destino para sua produção. Uma parte a ser armazenada para o período de entressafra e o restante a ser comercializado, inicialmente por meio de escambo, com outros grupos humanos. O que não se imaginaria é que o homem estava dando inicio, entre outras coisas, ao comércio, palavra derivada do latim “commerciu” que tem significação de permutação, troca, compra e venda.
 A pujança comercial que se iniciava traria para o homem da mesopotâmia as condições perfeitas para uma interação cada vez mais próspera entre os variados povos da região, com a utilização de padrões de moeda e criação de especializações.
O homem da Mesopotâmia jamais poderia adivinhar que sua iniciativa de se fixar em determinado lugar traria tantas mudanças dali pra frente, pois assim começaram a surgir aglomerados humanos que posteriormente se transformariam em cidades. Além disso, surgia a necessidade de criação das profissões.
O comércio em si, foi altamente revolucionário, pois o escambo inicial deu lugar à moeda e levou o homem à contabilidade e às futuras idéias sobre a economia. Se não fosse pela iniciativa corajosa e desbravadora do homem mesopotâmico não teríamos tido a evolução das idéias de Adam Smith, Friedrich Hayek ou John Keynes.
O homem mesopotâmico, preocupado apenas em sobreviver, acabou por transformar o mundo em que vivemos. Com sua despretensiosa atitude, acabou por ditar as regras do que seria o “mundo civilizado” através de sua força econômica, política e religiosa. O controle das forças naturais deram o pontapé inicial para o domínio do planeta e fez com que o homem ocupasse lugar de destaque no nosso mundo.
O resto é História.

Para ler mais:

PINSKY, Jaime. As Primeiras CivilizaçõesSão Paulo: Atual: 1994

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