sexta-feira, 12 de agosto de 2016

O HOMEM NA HISTÓRIA
Desde o momento que aquele insignificante hominídeo resolveu descer da árvore, em meio aos perigos inerentes da superfície terrestre, começou sua história na Terra. De início, a coleta de frutos era suficiente para a sua subsistência. Logo mais, a caça se faria necessário, agora como atividade coletiva, com o advento da vida em sociedade. Os grupos nômades vagavam de uma região a outra em busca de meios de sobrevivência e com o passar do tempo acabaram ocupando áreas cada vez mais longínquas do globo.
As origens humanas remontam a 6 milhões de anos, no continente africano, espalhando-se daí para todas as regiões do mundo no decorrer do tempo.
Com o mundo a conquistar, o homem precisava criar ferramentas para colocar em prática seu plano de sobrevivência e expansão. Daí surgiram artefatos de madeira e pedra, que de acordo com o avanço tecnológico foram substituídos pelos metais em suas respectivas épocas, segundo a divisão clássica da História, que seguiu a premissa de Christian J. Thomsen, conservador do Museu Nacional Dinamarquês, que classificou, no século XIX, a pré-história em idade da pedra, do bronze e do ferro.
O século XIX, aliás, foi de grande eferverscência nos meios intelectuais da Europa, que por essa época era considerada a nata, o supra-sumo da civilização humana. As ciências, de uma forma geral, deram um salto qualitativo e quantitativo, com o surgimento da Arqueologia, Antropologia, entre outras. A disseminação do pensamento científico iria entrar em choque várias vezes com o pensamento religioso de então.
Nesse século, surge Charles Darwin, com sua Origem das Espécies (1859), que foi violentamente atacada pela Igreja, por não aceitar outra ideia que não fosse a do criacionismo.
A Igreja, à época, defendia que o nosso planeta fora criado precisamente em 4.004 a.C., e o próprio termo Pré-história, só viria a ser utilizado comumente a partir de 1865, com a publicação do livro Prehistoric Times de Sir John Lubbock.
O homem na História, apresenta na realidade uma infinidade de histórias, que se escrevem no decorrer do tempo, e inclusive em nosso tempo, no “hoje” e no “agora”.
Somos personagens, atores e escritores da própria história do mundo.

Para ler mais:
GOSDEN, Chris. Pré-História. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2012.

FUNARI, Pedro Paulo; NOELI, Francisco Silva. Pré-história do Brasil. São Paulo: Contexto, 2015.

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